Amores de Inverno

Que bem que se adormece, em noite fria
Como custa, de manhã, sair do leito
Quando acordo reclinado no teu peito
Ao sabor dum ritual da ventania

Se a chuva não nos deixa amar o dia
E nos sugere o aconchego da lareira
O amor que sustenta a fogueira
É aquele que acalenta e inebria

Se a neve ainda cai na serrania
E da tarde vem de novo, noite fria
No meu leito, junto a ti, eu fico à espera

Embalado pelo vento, em melodia
Do calor que me trará um claro dia
Que há-de vir, com a nova Primavera.

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