Votem em mim
Isto de fazer campanha
Tem muito que se lhe diga
A azáfama é tamanha
Maior do que a da formiga
Para amealhar uns votos
E a vitória alcançar
Ando c’os sapatos rotos
De tanto calcorrear
Não se descansa um segundo
Mas ganhar é o qu’importa
Corro quase meio mundo
A bater de porta em porta
Decidi candidatar-me
Para eu próprio me ver
Sentado a refastelar-me
Na cadeira do Poder
Continuar a ler