Ri o vento às gargalhadas
Sacudindo o povoado
Agitando as madrugadas
De quem dorme descansado
Vem dos lados da Travanca
Quem o sente é Castanheira
Que põe na porta uma tranca
E mais lenha na fogueira
Numa fúria de demente
E uivando com tais ganas
Parece rir-se da gente
Virando tudo “em pantanas”
E a chuva, que não o larga
De pronto, se junta a ele
Fazendo a vida amarga
A quem os sente na pele
E o vento ri-se sem graça
Da chuva que lhe dizia
- Não obstante a desgraça
Até nisto há poesia!
José Francisco (USA)
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